A laringectomia total é um procedimento cirúrgico indicado principalmente no tratamento do câncer de laringe. Após a cirurgia, a pessoa laringectomizada passa a respirar exclusivamente por um traqueostoma, uma abertura permanente na região do pescoço que conecta diretamente a traqueia ao meio externo.
Essa alteração anatômica modifica completamente a fisiologia respiratória e exige cuidados específicos para preservar a saúde pulmonar no curto, médio e longo prazo.
Este artigo aborda, de forma técnica e objetiva, o papel do Heat and Moisture Exchanger (HME) na reabilitação respiratória da pessoa laringectomizada, além de orientações relevantes para profissionais de saúde, cuidadores e serviços hospitalares.
A laringectomia total é um procedimento cirúrgico indicado principalmente no tratamento do câncer de laringe. Após a cirurgia, a pessoa laringectomizada passa a respirar exclusivamente por um traqueostoma, uma abertura permanente na região do pescoço que conecta diretamente a traqueia ao meio externo.
Essa alteração anatômica modifica completamente a fisiologia respiratória e exige cuidados específicos para preservar a saúde pulmonar no curto, médio e longo prazo.
Este artigo aborda, de forma técnica e objetiva, o papel do Heat and Moisture Exchanger (HME) na reabilitação respiratória da pessoa laringectomizada, além de orientações relevantes para profissionais de saúde, cuidadores e serviços hospitalares.
Em condições normais, o ar inspirado passa pelo nariz e vias aéreas superiores, onde é:
• Filtrado
• Aquecido
• Umidificado
Após a laringectomia total, o ar entra diretamente pela traqueia, sem passar por esse sistema natural de condicionamento.
Essa alteração pode resultar em:
• Ressecamento das vias aéreas inferiores
• Aumento da produção de secreções
• Formação de crostas no traqueostoma
• Tosse frequente
• Maior risco de retenção de muco
Por esse motivo, a proteção pulmonar não deve ser vista como opcional, mas como parte integrante da reabilitação respiratória.
O Heat and Moisture Exchanger (HME) é um dispositivo desenvolvido para auxiliar na compensação das funções perdidas das vias aéreas superiores.
Seu funcionamento baseia-se em um princípio simples:
ele retém parte do calor e da umidade do ar exalado e os devolve parcialmente ao ar inspirado.
Dessa forma, contribui para:
• Melhorar a umidificação do ar inalado
• Reduzir o ressecamento traqueal
• Diminuir a formação de secreções espessas
• Proporcionar maior conforto respiratório
O HME atua como um sistema de umidificação, filtragem e aquecimento passivo. Ele não substitui tratamentos médicos indicados para situações clínicas específicas, mas integra o conjunto de cuidados respiratórios da pessoa laringectomizada.
Estudos clínicos e publicações na área de reabilitação respiratória indicam associação com:
• Redução da produção excessiva de secreção
• Menor necessidade de limpeza frequente do estoma
• Diminuição de irritação e tosse
• Melhora na sensação subjetiva de conforto respiratório
Além dos aspectos fisiológicos, há impacto relevante na qualidade de vida, especialmente quando o uso do dispositivo é associado à orientação adequada e ao acompanhamento profissional.
A eficácia do HME está diretamente relacionada à adesão correta ao uso e à compreensão de sua função.
Profissionais de saúde devem orientar sobre:
• Forma adequada de posicionamento do dispositivo
• Frequência de troca conforme recomendação do fabricante
• Sinais de alerta relacionados à secreção espessa ou desconforto respiratório
• Manutenção da higiene do traqueostoma
Pessoas que recebem orientação estruturada tendem a apresentar melhor adaptação e maior regularidade no uso.
A BRAVOZ atua com foco em orientação clara e cuidado respiratório contínuo, apoiando pessoas laringectomizadas e seus cuidadores na construção de uma rotina mais segura, informada e ajustada à realidade do dia a dia.
O uso do HME deve ser associado a:
• Limpeza adequada do estoma
• Monitoramento de secreções
• Hidratação adequada
• Acompanhamento ambulatorial regular
Em ambientes hospitalares, a equipe deve considerar protocolos institucionais para pessoas com via aérea alterada, garantindo que a estratégia de umidificação esteja alinhada ao quadro clínico individual.
A inclusão do HME como parte do protocolo de alta hospitalar pode contribuir para:
• Redução de complicações respiratórias evitáveis
• Maior segurança no cuidado domiciliar
• Padronização de orientação pós-operatória
• Melhoria da continuidade assistencial
A proteção pulmonar da pessoa laringectomizada não deve ser tratada como acessório, mas como componente essencial da reabilitação.
O HME substitui totalmente outras formas de umidificação?
Não. O HME é uma forma de umidificação passiva e pode não ser suficiente em todos os contextos clínicos. A avaliação individual deve sempre orientar a conduta.
O uso é contínuo?
A recomendação depende da avaliação profissional e das orientações específicas do dispositivo utilizado. Em geral, o uso regular favorece melhores resultados respiratórios.
Pode reduzir complicações?
O uso adequado, associado à higiene correta do estoma e ao acompanhamento profissional, pode contribuir para a redução de sintomas respiratórios e maior conforto.
A laringectomia total impõe uma mudança permanente na dinâmica respiratória. A ausência do condicionamento natural do ar exige estratégias específicas de proteção pulmonar.
O Heat and Moisture Exchanger (HME) desempenha papel relevante nesse contexto, auxiliando na manutenção de umidade e conforto respiratório, além de integrar o cuidado contínuo ao traqueostoma.
Para profissionais de saúde, hospitais, cuidadores e familiares, compreender a função e a importância do HME é parte fundamental de uma reabilitação respiratória estruturada e segura.
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